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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Empoderamento e independência da pessoa com deficiência são focos do Centro de Tecnologia e Inclusão
Cursos, palestras e workshops visam colocar as pessoas com deficiência no controle de suas vidas, fazendo com que sejam mais independentes e empoderadas

MATÉRIA DO MÊS - JULHO 2017*

O empoderamento da pessoa com deficiência é mais que necessário, é importante para a sua independência, autonomia e quebra de preconceitos. Pensando nisso, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, inaugurou, em 2014, o Centro de Tecnologia e Inclusão – CTI, espaço onde pessoas com e sem deficiência podem vivenciar experiências de empoderamento e participar de ações de inclusão, por meio de cursos, palestras sobre direitos e cidadania, oficinas e atividades voltadas ao protagonismo e construção de uma sociedade mais justa, digna e cidadã. 
 
Desde 2014, o CTI prestou mais de 100 mil atendimentos para 1.440 usuários. O espaço tem como principal objetivo promover o protagonismo das pessoas com deficiência. Lá também é possível visitar um showroom com exposição de equipamentos e recursos tecnológicos para pessoas com deficiência, como máquina braile, ampliadores de tela, utensílios para facilitar o dia a dia, áudio livros, entre outros. Sua gestão administrativa está a cargo da SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina.
 
O foco do CTI envolve os profissionais e as pessoas que lidam diretamente com o público com deficiência. São oferecidos cursos como o de Cuidadores, por exemplo, que tem como objetivo capacitar de forma teórica e prática profissionais e pessoas ligadas de alguma forma aos cuidados de pessoas com deficiência nas atividades de vida diária, identificando suas necessidades e expectativas em relação a vários aspectos da vida cotidiana, respeitando sua individualidade, e incentivando sua autonomia e independência para garantir melhor qualidade de vida.


O CTI disponibiliza uma van própria para facilitar o percurso dos usuários do metrô Jabaquara até o local 
 
Segundo Sylvia Cury, Gerente Técnica do CTI, “o Centro se posiciona como um polo inovador não só no desenvolvimento de tecnologia, mas também de qualificação. É um espaço que abrange diversas ações não só para a pessoa com deficiência, mas para quem trabalha na sociedade de um modo geral”.
 
Entre os cursos realizados pelo Centro destacam-se: Preparação para o Mundo do Trabalho, Libras, Moda Inclusiva e Manutenção de Cadeira de Rodas. Os quatro, cada um com seu objetivo específico, visam colocar a pessoa com deficiência em foco e trazê-los para mais perto do mercado de trabalho.
 
O curso de Manutenção em Cadeira de Rodas desenvolve aulas expositivas e práticas. É voltado a pessoas com deficiência e para quem se interessar a empreender um novo negócio. O objetivo é auxiliar as pessoas que utilizam esse meio de locomoção, pois não há um mercado com esse foco. A manutenção, muitas vezes, é feita por profissionais de outras áreas, que não tem conhecimento sobre como lidar com consertos de cadeiras de rodas.
 
Para que a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade aconteça de fato é necessária observação atenta ao relacionamento social e convivência entre pessoas com e sem deficiência. Pensando nisso, o CTI desenvolveu o Laboratório de Imagem, em parceria com a franquia social Poeta Acessível (Poeta é sigla para Parcerias para Oportunidades Econômicas através da Tecnologia nas Américas), ação que visa desenvolver a conscientização para aspectos pessoais, sociais e profissionais, com o intuito de possibilitar a autonomia, sociabilidade e postura profissional adequada para uma possível inclusão laboral.
 
Essa parceria foi firmada em fevereiro de 2017. O Poeta é uma ação da iniciativa da The Trust for the Américas - OEA (Organização dos Estados Americanos), que existe desde 2004 e oferece cursos de informática com tecnologia inclusiva para capacitação para o mundo do trabalho. 
 
Sylvia Cury destaca que o curso visa trabalhar com as pessoas que passam por todo processo de reabilitação, pois elas acabam perdendo a sua identidade e precisam ter um resgate não só pessoal, mas também no sentido profissional. “O curso trabalha com todos para que a pessoa possa exercer a sua cidadania; identificar suas habilidades por meio de terapias ocupacionais. Tudo isso traz novas possibilidades às pessoas”.


O usuário do CTI, Matheus Albuquerque Muliterno, e sua mãe, Kelly. 
 
Um exemplo é Matheus Albuquerque Muliterno, com 23 anos e deficiência física. Ele participou de uma das atividades do CTI, o Laboratório de Imagem, de janeiro a maio de 2017, e declarou: “o Laboratório mudou várias coisas em mim, quando comecei a participar não tinha vontade de trabalhar e agora eu tenho essa vontade”. O jovem contou que, motivado pelo ganho que o Laboratório acarretou, se inscreveu no Educação de Jovens e Adultos - EJA e projeta cursar Rádio e TV na faculdade, assim que finalizar o Ensino Médio. “O curso me deu possibilidade de socialização e lá eu fiz amigos”, finalizou Matheus.
 
A mãe de Matheus, Kelly Muliterno, auxilia o filho e o leva para os cursos. Ela acredita que deveriam existir mais locais como o CTI. “Para as pessoas com deficiência física faltam ainda muitos lugares apropriados que eles possam frequentar, por exemplo, aqui é um lugar que eu poderia deixá-lo sozinho, eu confiaria deixá-lo sozinho porque tem rampas, aqui dentro ele iria para qualquer lugar e seria independente total, banheiro e tudo, mas infelizmente nem todos os locais estão preparados”.
 
Jonas Borges, que tem deficiência intelectual e também participa do Laboratório de Imagem, concordou com Matheus quando foi questionado sobre a ação. “Gostei muito, já fiz alguns cursos aqui e o de Imagem também”.


Equipamentos apresentados no showroom do CTI 

Além dos cursos, o CTI realiza capacitação de arquitetos por meio do Workshop Acessibilidade – Contexto Urbano Contemporâneo, em parceria com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU-SP, indo aos municípios das dez sedes regionais do Conselho, levando informações sobre desenho universal e acessibilidade.
 
A ideia é garantir programas municipais que atendam as demandas específicas de cada cidade para a efetiva aplicação de seus princípios em todas as áreas de projeto e obras. As cidades participantes são Santos, Campinas, Mogi das Cruzes, São José dos Campos, Sorocaba, São Paulo, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Bauru.
 
O Centro de Tecbnologia e Inclusão fica na Rodovia dos Imigrantes Km 11,5, no Parque Estadual Fontes do Ipiranga, em São Paulo, Capital. Há uma Van própria do CTI que busca os interessados em visitar o espaço ou os que gostariam de fazer algum dos cursos, na rua Anita Costa, 101 (saída do Metrô Jabaquara), todos os dias dos cursos, de 20 em 20 minutos e leva diretamente ao Centro. 
 
Clique aqui para conhecer a lista completa dos cursos do CTI

*Redação e Fotos: Assessoria de Comunicação Institucional – Simone Nieves, Nathaly Rigo e Thiago Alves. Revisão e Edição Final: Maria Isabel da Silva – Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Governo do Estado de São Paulo. Contato: comunic@sedpcd.sp.gov.br 
 

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