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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Seminário sobre acessibilidade no contexto urbano encerra ciclo de workshops com arquitetos
Na manhã desta terça-feira, 19 de dezembro, aconteceu no auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o “1º Seminário Acessibilidade e Desenho Universal no Contexto Urbano”. A ação encerrou um ciclo de workshops realizados durante o ano, fruto de parceria entre a Secretaria, por meio do Centro de Tecnologia e Inovação – CTI, e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo - CAU/SP.


Mesa de abertura do Seminário do CAU/SP
 
Participaram da abertura do evento Luiz Carlos Lopes e Antonio Rudnei Denardi, Secretário Adjunto e Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, respectivamente; Silvana Cambiaghi, arquiteta; Gilberto Belleza, arquiteto e presidente do CAU/SP; Sylvia Cury, Gerente Técnica do CTI; e Claudia Lopes, representando a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – AsBEA.
 
Luiz Carlos Lopes, representando a Secretária, Dra. Linamara Rizzo Battistella, falou sobre a importância de ter os arquitetos interessados em discutir desenho universal e acessibilidade. “É muito importante, é uma luta que tem sido desenvolvida para, em primeiro lugar, sensibilizar estudantes e profissionais, em segundo lugar influenciar as leis, as normas, e em terceiro lugar fiscalizar a execução, a aplicação das normas dessas leis”, ressaltou.


Secretário Adjunto Luiz Carlos Lopes, ao microfone 

Outro detalhe destacado pelo Secretário Adjunto foi a regulamentação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.146/15). “Particularmente, no momento temos o desafio adicional que é a regulamentação de alguns pontos da Lei Brasileira de Inclusão”, destacou, referindo-se à exigência de acessibilidade presente na LBI, que aguarda regulamentação para seu efetivo cumprimento.
 
Lopes também falou sobre a quebra de algumas barreiras. “Nós temos que comemorar o fato de que, entre todas as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência, talvez a barreira física arquitetônica tenha tido maior avanço, muito em função dos arquitetos e engenheiros”. 
 
O Chefe de Gabinete, Antonio Denardi, destacou a importância da acessibilidade em todos os espaços, públicos ou privados. “Não é possível pensar um amanhã melhor se esse amanhã não conceber a presença de todos, o acesso de todos. E o conhecimento sobre o significado da acessibilidade no contexto contemporâneo é a nossa contribuição, a contribuição do Governo do Estado de São Paulo para que um futuro acessível seja possível”, salientou.


Chefe de Gabinete Antonio Rudnei Denardi, ao microfone.

O seminário fechou um ciclo de 12 encontros realizados durante o ano nas regiões em que se encontram as sedes regionais do Conselho, com participação de cerca de 1200 arquitetos. Segundo Silvana Cambiaghi, “os encontros possibilitaram a conversa com os arquitetos paulistas”.
 
O objetivo dos workshops foi de fomentar o conhecimento e o entendimento dos profissionais das áreas arquitetônica e urbanista a respeito de acessibilidade e desenho universal, previstos na legislação, visando a construção de espaços acessíveis, voltados à mobilidade das pessoas com e sem deficiência, fomentando o debate de espaços cada vez mais inclusivos. Ainda de acordo com Silvana, “todos esses encontros foram pensando na maneira de deixar as cidades mais adequadas e colocar uma sementinha na mente dos arquitetos, para que pensem na diversidade”.
 
Segundo Sylvia Cury, o Centro de Tecnologia e Inovação – CTI trabalha há 3 anos no desenvolvimento de ações, programas e projetos para a inclusão das pessoas com deficiência, sempre com a tecnologia como foco. “Essa é uma oportunidade de compartilhar experiências para dar continuidade ao desenvolvimento de atividades dentro do processo de inclusão”.
 
Os encontros e o seminário focaram os seguintes temas: Desenho Universal, a Lei Brasileira da Inclusão, debate sobre questões de acessibilidade na região, além de exercícios interativos para entender melhor o universo das pessoas com deficiência. Segundo Claudia Lopes, “os encontros são importantes para a construção das cidades, que tem muito a melhorar”. “Essa é uma luta grande”, destacou.
 
O seminário apresentou o resultado desses workshops e ampliou o debate sobre desenho universal e acessibilidade. Segundo Gilberto Belleza, essa parceria começou há dois anos, quando foi assinado convênio entre o CAU/SP e a Secretaria. “A ideia é poder levar a discussão da barreira arquitetônica, aos profissionais da área, dos municípios paulistas”, ressaltou Belleza que defende que a terminologia “barreiras arquitetônicas” seja substituída por “soluções arquitetônicas”, como contribuição concreta para a sociedade.
 
Na ocasião, foi entregue uma cartilha com informações acerca dos encontros. Confira:

http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/Content/uploads/2017128115626_LIVROdesenho-universal.pdf

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