Você está em: Home > Notícias > Últimas Notícias
Últimas Notícias

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Síndrome Pós-polio é debatida para maior conscientização e formas de prevenção
De 20 a 24 de outubro aconteceu o II Encontro Internacional dos Sobreviventes da Poliomielite, em São Paulo, organizado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pelo Instituto de Neurologia Prof. Paulino Longo e pela Associação G14 de Apoio aos Pacientes de Poliomielite e Síndrome Pós-Pólio, com apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. Segundo estudo da UNIFESP, cerca de 70% das pessoas que tiveram pólio desenvolvem a Síndrome Pós-Poliomielite (SPP).


Dra. Linamara Rizzo Battistella ao microfone

O Brasil, a partir de 1988, ampliou a prevenção da poliomielite, por meio da vacinação da população. Promovida em campanhas de vacinação em massa com a vacina oral contra a pólio, a estratégia contribuiu para livrar o país do problema em 1989, quando o último caso foi registrado, segundo o Ministério da Saúde. Hoje, a OMS aponta que apenas três países ainda têm o vírus em circulação, o Afeganistão, o Paquistão e a Nigéria.

O II Encontro Internacional dos Sobreviventes da Poliomielite recebeu congressistas de vários países, como México, Estados Unidos, Peru e Argentina. O propósito foi fortalecer o debate sobre a poliomielite na América Latina, para que os sobreviventes dessa doença sejam orientados à inclusão social, em busca da conscientização de toda população, além de também abordar temas voltados aos profissionais da saúde. Dentre as palestras realizadas, a do Dr. Eliseu Alves Waldman, do Departamento de Epidemiologia da FSP/USP, abordou: “Novos passos para a erradicação da pólio no mundo”.


Encontro internacional sobre a síndrome pós-polio foi encerrado no Dia Mundial de Combate à SPP

O encerramento do encontro, nesta terça-feira, 24, Dia Mundial de Combate à Poliomielite, foi no auditório da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com a presença da Secretária de Estado, Dra. Linamara Rizzo Battistella. A ocasião foi marcada por uma série de homenagens para pessoas que lutaram pelo movimento, como Luiz Baggio Neto, Dr. Ruy Laurenti, Giorgio Nicoli e Dr. Jorge Federico Eufracio Téllez, defensores dos direitos da pessoa com poliomielite. Luiz Baggio Neto, que enfrentou os desafios impostos pela pós-polio, foi Secretário de Estado Adjunto dos Direitos da Pessoa com Deficiência, nomeado pela Secretária Dra. Linamara.

A Secretária reiterou que a luta não é somente das pessoas sobreviventes da poliomielite, mas sim de todos, com ou sem deficiência. “Cada ser humano do planeta tem que reverenciar e entender que é assim que a gente constrói a inovação e a diferença, olhando para a diversidade humana”, afirma.

No decorrer das homenagens, ela se emocionou ao lembrar de Luiz Baggio, falecido em 2011, relembrando o “quanto era combativo pela luta dos direitos da pessoa com deficiência” e que estimulava este debate tão importante. Além disso agradeceu a presença das pessoas que venceram a poliomielite, pois “o Brasil aprendeu muito a partir das epidemias da pólio”.

No final de semana, 21 e 22/10, os sobreviventes da poliomielite ocuparam a avenida Paulista, para participar da “Cadeirata” - Caminhada “Pólio em Movimento”. Na segunda-feira, 23, visitaram várias unidades de reabilitação de São Paulo, como a Rede Lucy Montoro; a AACD, o Instituto Giorgio Nicoli (IGN) e a Reabilitação Neurológica Aquática (RNA).  

SÍNDROME PÓS-POLIO
A doença poliomielite era transmitida por vírus e causadora da paralisia infantil, até 1989, quando foi erradicada do Brasil. No entanto, as pessoas que contraíram pólio no passado começam a sofrer fraqueza, atrofia em músculos e cansaço, após os 40, 50 anos de idade.

A síndrome acomete pacientes que tiveram a poliomielite. Segundo estudos, a síndrome pode estar relacionada à sobrecarga dos músculos e das articulações. Os neurônios motores sofrem uma espécie de esgotamento, devido ao trabalho que tiveram para proporcionar ao corpo movimentos perdidos com a infecção do vírus da pólio.

Os sintomas da síndrome são semelhantes aos de stress e depressão. As atividades do dia-a-dia passam a ser esgotantes e os músculos parecem não resistir ao mínimo esforço. Há fadiga incontrolável, fraqueza muscular, dores musculares e de juntas, desordens do sono, maior sensibilidade à anestesia, ao frio e à dor, bem como dificuldade de deglutição e respiração.

O tratamento indicado para as pessoas sobreviventes da pólio é a economia de esforço físico e mental: conservar energia e reduzir excessos. As pessoas com a síndrome pós-pólio devem andar menos, usar ajudas técnicas como aparelhos, bengalas, muletas ou cadeiras de rodas, além de planejar períodos de descanso ao longo do dia e observar o início dos sintomas para buscar apoio multidisciplinar como fisioterapia e terapia ocupacional, entre outros suportes.

 

< anterior    próxima >

Perguntas Frequentes
Governo do Estado de São Paulo
Governo do Estado de São Paulo